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Entrevista da semana

Carolina Brasil é jornalista, formada em 2005/2 pelo Centro Universitário Faesa. Iniciou a carreira como estagiária na TV Educativa do ES e, com o diploma em mãos, trabalhou por cinco anos na TV Vitória/Record. Capixaba, mudou-se para o Rio de Janeiro onde passou por agências de Publicidade e Propaganda. Após retornar ao Estado, passou a fazer parte da equipe da HM Propaganda, contribuindo com os veículos jornalísticos, Revista Sou, e outros jobs publicitários. Neste espaço, com ela, você confere uma entrevista especial a cada semana!

Novembro Azul: prevenção não pode ser tabu

Publicado em 1 de novembro de 2020 às 15:00
Atualizado em 1 de novembro de 2020 às 15:02
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Dr. Gláucio Oliveira – urologista. Foto: Reprodução

O mês de novembro chegou e, com ele, a cor azul para alertar os homens quanto ao câncer de próstata. Sobre o tema conversamos com o urologista Dr. Gláucio Oliveira, que destacou que a campanha do NOVEMBRO AZUL está bem ativa nos dias de hoje devido a uma iniciativa realizada há mais de 20 anos, na Austrália: um grupo de rapazes resolveram deixar os bigodes crescerem e usarem roupas azuis durante todo o mês em razão do dia 17/11 – Dia Internacional do Câncer da Próstata; ideia abraçada, então, pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Dr. Gláucio ainda tirou dúvidas e lembrou que, infelizmente, ainda sim, o exame do toque retal ainda é um tabu:

Revista Sou: O que é e qual a função da próstata?

Dr. Gláucio Oliveira: Todo homem tem próstata, já nascemos com a próstata; a mulher tem útero enquanto o homem a próstata. A próstata tem a função de produzir mais de 90% do esperma, líquido que é ejaculado pelo pênis durante a relação sexual.

RS: Como o câncer afeta a próstata, quais as principais consequências da doença para o corpo?

GO: O câncer da próstata inicia de modo silencioso, ou seja, sem sintomas e depois vai ocupando toda a próstata e em seguida espalha pelo corpo, que que são as metástases, atingindo órgãos como os ossos da coluna, bacia e pernas, pulmão, fígado e cérebro provocando muita dor, alterando e até mesmo paralisando as funções.

RS: Quais os principais fatores de risco?

GO: Parentes de primeiro grau (filho ou irmão) de quem apresentou a doença e pessoas de raça negra são os fatores que observamos a maior prevalência da doença.

RS: No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens. Quais as principais formas de prevenção?

GO: A melhor prevenção ainda é realizar periodicamente os exames do toque retal e laboratorial de PSA. Deve-se salientar que os exames não se substituem, ou seja, o exame de PSA não substitui o exame de toque retal, e vice-versa.

RS: A partir de qual idade é preciso realizar os exames?

GO: Segundo a SBU – Sociedade Brasileira de Urologia, deverão ser realizados os exames de toque retal e o PSA em todos os homens acima dos 50 anos e, nos grupos com maiores prevalências, os exames deverão ser realizados a partir dos 45 anos.

RS: A detecção precoce do câncer é uma estratégia para encontrar o tumor em fase inicial e, assim, possibilitar melhor chance de tratamento. Mas o exame do toque retal ainda é um tabu? Qual o passo a passo para um diagnóstico?

GO: Sim, infelizmente, o exame de próstata ainda é um tabu, principalmente o exame de toque retal. E o que se observou nessa época de pandemia foi a baixa procura dos homens para a realização do exame da próstata. O passo principal é a consulta preventiva com o urologista, e em casos de alguma alteração serão realizados outros exames como, ultrassonografia, ressonância multiparamétrica da próstata, biópsia da próstata.

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