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Sou Pet: Adoção responsável, uma prova de amor

por Pedro Henrique Oliveira

Publicado em 27 de maio de 2024 às 10:09 / Atualizado em 27 de maio de 2024 às 10:09

Que a chegada de um pet na vida do humano dá outro significado e muda a rotina não é novidade, e se esse caminho for feito pela coragem e compaixão com os pequenos amigos é inevitável a criação de um laço ainda mais forte. A adoção responsável é peça fundamental para a diminuição do abandono de animais nas ruas e também um suporte para quem precisa de companhia no dia a dia.

Foi das ruas que seis dos sete pets de Fabricio Ferraço e Daniel Ramos vieram: as vira-latas Berinjela e Canela e os gatos Elis Regina, Filomena, Miguelito e Éclair. “A questão sempre foi estar por acaso diante de um cão ou gato com uma necessidade urgente e decidir fazer a diferença. E cada um teve uma história”, conta Fabricio. Além deles, o pinscher Tomilho, presente de uma cliente, também faz parte da família.

Daniel e Fabricio com Canela e Berinjela

A história deles, nos últimos anos, ainda conta com outros gatos que o casal ajudou a encontrar novos lares. Os felinos, aliás, fazem a alegria da casa, cada um à sua maneira. “Posso dizer é que é muito divertido interagir com cada um ou apenas observar as interações entre eles. Canela gosta de assustar a Filomena e pula na frente dela sempre que percebe que Filó está distraída. Tomilho é ciumento e se enfia no meio quando uma delas está ganhando carinho. Miguelito adora deitar do lado do meu laptop quando estou trabalhando e tentar mordiscar meus dedos. Elis Regina não gosta que a gente assovie e sempre vem reclamando para fazer parar o assovio. No final eu posso garantir que nós humanos – e nossa saúde mental e emocional – somos sempre os maiores beneficiados dessa relação”, diverte-se Fabricio.

Para a podóloga Sandra Pothier, o resgate dos animais não foi uma opção, mas um sentimento de dever cumprido. Atualmente tutora dos gatos Simba e Nito e da cadela Meg, ela explica que encontrou os bichinhos em uma situação de abandono e preferiu levá-los para casa. “A decisão veio através da vontade de tirá-los do abandono de seus tutores. Os três foram históricos de abandono, e todos com problema de saúde, quase entre vida e a morte. Nessas horas o coração fala mais alto que a razão”, conta.

Ela ainda ressalta a mudança na rotina com os novos membros da família. “Agora eu tenho três filhos de quatro patas. Sempre antes de sair de casa os deixo confortáveis em meu lar, alimentados, acarinhados e preparados para passar algumas horas sem mim, e quando chego saio para passear com eles e devolvo o amor que foi tirado nessas poucas horas”, conclui.

Das ruas para o coração

Basta andar pelas ruas que facilmente é possível encontrar animais abandonados, muitos em situação crítica de saúde ou nutrição. “Infelizmente não existe uma estatística sobre o número de animais em situação de abandono nas ruas de Guarapari. Pelas informações que tenho, uma faculdade local realizou um trabalho focado nesse levantamento, mas há muitos anos. São milhares e o mais preocupante e alarmante é que esse número vem crescendo exponencialmente pela falta de políticas públicas de castração eficazes”, explica Patrícia Gonçalves, fundadora do Projeto Ajuda Pet.

Patrícia Gonçalves

Desde 2017, o projeto em favor da causa animal mantém campanhas para o tratamento e auxílio de animais abandonados e com problemas de saúde, tendo como foco a castração, fator determinante para a diminuição da população de animais nas ruas, e destaca que o recolhimento das ruas com destino aos abrigos não é o melhor caminho.

“Com esse trabalho (do Ajuda Pet), nós realizamos campanhas para arrecadação de ração, vermífugo, medicação contra pulgas e carrapatos, castração e cuidamos desses animais mesmo nas ruas. Manter um animal privado da liberdade, muitas vezes em baias, por toda uma vida, apenas para retirá-los dos olhos da sociedade que se incomoda com a sua liberdade, para nós, nunca será a solução”, afirma.

E completa: “As pessoas precisam entender que, por trás de um abrigo, existe um protetor exausto, muitas vezes endividado, e que cuidará de muitos desses animais por mais de uma década, pois ele passará lá toda sua vida. Quem realmente quer adotar, por amor, pode ir às ruas e lá encontrar o amor da sua vida, assim como eu, que fui adotada pela minha Brisa, depois que o anjo Abricó se foi. É preciso que a sociedade reflita sobre isso.”

Adote com responsabilidade

Dr. Raphael – CRMV 2894

De acordo com o médico veterinário Raphael Costa Caiado, a decisão pela adoção deve vir acompanhada de uma reflexão sobre os deveres como tutores. “É preciso levar em consideração se você dispõe de tempo e recursos financeiros para oferecer tudo que um animal precisa: acesso à saúde, alimentação de qualidade, tempo de exercício e companhia junto ao tutor, além de um ambiente em que o cão não viva no ócio eterno”, explica.

E alerta que observações devem ser feitas a depender da origem do pet. “Quando se adota um animal tem que lembrar que ali há um ser que dependerá 100% de você pelo resto da vida. Tem que ser uma decisão para toda a vida do animal, por isso é algo que não pode ser feito por impulso. Além disso, quando ele já é adulto muitas vezes há traumas que precisam ser trabalhados e respeitados, o ideal é que se busque ajuda com um comportamentalista animal quando esse for o caso.”

Mais dicas

  • Levar ao veterinário para check-up e cuidados preventivos: vacinas, vermifugação, orientações para uma alimentação balanceada para o indivíduo, etc;
  • Exercício de 30 minutos a 1 hora para contato com a natureza, farejar e socializar com outros cães são atividades muito benéficas ao corpo e mente do doguinho;
  • Dê preferência à adoção pois você estará garantindo que pelo menos um cão não terá um triste destino nas ruas.

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