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Entrevista da semana

Carolina Brasil é jornalista, formada em 2005/2 pelo Centro Universitário Faesa. Iniciou a carreira como estagiária na TV Educativa do ES e, com o diploma em mãos, trabalhou por cinco anos na TV Vitória/Record. Capixaba, mudou-se para o Rio de Janeiro onde passou por agências de Publicidade e Propaganda. Após retornar ao Estado, passou a fazer parte da equipe da HM Propaganda, contribuindo com os veículos jornalísticos, Revista Sou, e outros jobs publicitários. Neste espaço, com ela, você confere uma entrevista especial a cada semana!

Profissão: Professor!

Publicado em 18 de outubro de 2020 às 15:25
Atualizado em 18 de outubro de 2020 às 15:25
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Vanilda Loureiro, Mestre em Matemática. Foto: Reprodução

O último dia 15 foi marcado pelo Dia do Professor. A data não poderia passar em branco pela coluna, e decidimos conversar com uma entre tantos profissionais que escolheram ensinar e compartilhar o que sabem todos os dias. A nossa representante é Vanilda Loureiro, Mestre em Matemática, disciplina que lecionou por cerca de 20 anos. Hoje, como diretora da Escola Estadual de Ensino Fundamental Manoel Rosindo da Silva, localizada no bairro Meaípe, em Guarapari, fala um pouco sobre a profissão, os desafios e aprendizados.

Revista Sou: No Dia dos Professores acontecem muitas homenagens e as pessoas lembram o quão importante é essa profissão. Porém, ainda estamos longe da valorização na prática?

Vanilda Loureiro: Escolher uma profissão é algo longe de ser uma tarefa fácil. Escolher ser professor tem, como em qualquer profissão, seus altos e baixos. Ser valorizado pelos seus alunos já é uma grande diferença na vida desse profissional. Afinal, você escolhe direcionar, mediar, educar, aprender e ensinar muito mais que apenas lecionar a sua disciplina. Você escolhe ser “o professor que faz a diferença”. Isso é valorização. Quando você é lembrado na rua, na vida do aluno e, acima de tudo, quando você recebe um convite de formatura de um aluno e ele diz que “você” fez diferença na vida dele. É importante saber que, dentro de sala e fora dela, o professor é alguém em quem o aluno se espelha, uma vez que este é (ou deveria ser) o seu mais concreto exemplo de sabedoria, de caráter e, por que não, de heroísmo?!

RS: Ao longo dos anos de profissão, quais os maiores desafios que percebeu para a educação brasileira?

VL: Esses envolvem aspectos sociais, econômicos, políticos e culturais, e tantos outros. Não podemos dizer que é um problema só da educação “pública”.  Os tempos modificaram e, com isso, as exigências educacionais também. A escola de hoje não é nem deve ser a mesma de alguns anos atrás, mas, para tal, é preciso encarar alguns desafios. É preciso ponderar que as informações se tornaram mais rápidas e acessíveis, que os alunos estão cada vez mais autônomos e conectados, que as novas tecnologias e mídias sociais estão revolucionando a forma de ensinar e aprender. Tudo isso requer uma escola com um perfil atualizado de aprendizado, que ajude o aluno a vencer todos os desafios que a sociedade impõe.

RS: E as conquistas, quais foram?

VL: Todo dia na educação é uma conquista.

RS: Na instituição onde atua, como foi lidar com a suspensão das aulas?

VL: Adquirimos um senso de equipe fantástico e os professores se reinventaram. Estamos trabalhando mais que o normal e nos adaptamos a essa nova rotina. Não queríamos que nossos alunos perdessem conteúdo. E, hoje, estamos colhendo um resultado muito positivo e dessa forma nós estamos atendendo os nossos alunos, lógico, com a ajuda do pais, que são essenciais neste momento. A gente tenta fazer de tudo para não parar as atividades escolares.

RS: Agora, com o retorno presencial, qual a percepção, os desafios e as condutas? Como estão professores, funcionários e alunos?

VL: Recebemos um material ilustrativo e explicativo da Sedu que está exposto no espaço escolar e os alunos e demais profissionais receberão máscaras para uso pessoal. A retomada das aulas presenciais, após meses de isolamento e de ensino remoto, exige cuidados adicionais de nós gestores. Em paralelo devemos seguir novas regras de convivência na escola, é preciso acolher e apoiar estudantes, professores e demais profissionais.

RS: Não há como negar que 2020 vai ficar na história do mundo, assim como marcada na Educação. Foram mudanças repentinas. O que fica de aprendizado?

VL: Levaremos três lições importantes para a nossa vida. A empatia será uma delas. Cuidar da gente é importante, mas também pensar nos demais é relevante tanto quanto. Perante a dificuldade, aprendemos a ser mais solidários uns aos outros. O segundo aprendizado é valorizar “o momento”. Esse momento de isolamento, sem dúvida, proporcionou ficarmos mais ao lado das pessoas que amamos, em especial nossa família. E por último, e não menos importante, chamo a atenção que levaremos agora em diante um maior cuidado com a nossa saúde física e mental.

RS: Para terminar, qual a mensagem que gostaria de deixar para colegas e demais membros comunidade escolar?

VL: Esse momento está nos mostrando que qualquer “conhecimento” só faz sentido se os nossos valores estiverem ancorados em: direitos humanos, empatia, solidariedade, e se estiver interligado às necessidades reais da educação e seus contextos.

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