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Projeto Girassol leva ginástica rítmica, arte e inclusão a crianças da Pestalozzi Guarapari

24 de agosto de 2025

Projeto Girassol leva ginástica rítmica, arte e inclusão a crianças da Pestalozzi Guarapari
Fotos: HM Comunicação

Entre fitas, arcos e o ritmo da música, a leveza da ginástica rítmica tem se tornado um instrumento de inclusão e desenvolvimento para dezenas de crianças da Associação Pestalozzi de Guarapari. Em 2024, a instituição deu início ao Projeto Girassol, em parceria com a equipe Ana Paula Ribeiro Performance, buscando incentivar a prática de esportes desde a infância.

A iniciativa oferece aulas gratuitas de iniciação à ginástica rítmica para crianças atendidas pela Pestalozzi, diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras deficiências. Atualmente, o projeto Girassol é desenvolvido com oito turmas.

A fisioterapeuta e coordenadora do setor físico da instituição, Bruna Barbosa, explica como surgiu a proposta: “O projeto Girassol surgiu em parceria com a equipe da Ana Paula Ribeiro, pois tínhamos a necessidade de oferecer mais atividades para as crianças e inserir o esporte na vida delas”.

Arte e esporte de mãos dadas para o desenvolvimento

Ela destaca a ideia de unir a prática esportiva e a arte no desenvolvimento das crianças. “Temos crianças com vários diagnósticos, como autismo, T21 e paralisia cerebral, que requerem essa movimentação.” A Pestalozzi é um Centro Especializado em Reabilitação (CER) III, oferecendo serviços de assistência social, educação e saúde para pessoas com deficiências.

Segundo Bruna, os resultados já podem ser observados e vão além da questão física: “Além da evolução motora, temos visto a evolução social deles. Algumas crianças ficavam muito tímidas, mas hoje já percebemos uma melhora clara. Acompanhamos também aquelas que antes não conseguiam fazer alguns movimentos, que hoje já executam.”

Aprendizado mútuo entre professores e alunos

A professora de ginástica Aline Rocha integra a equipe Ana Paula Ribeiro e é responsável por conduzir as aulas adaptadas à realidade das crianças. Ela explica como o trabalho é realizado:

“Por ser um esporte complexo, temos algumas adaptações nas aulas tanto aqui, quanto em outras instituições. Eles conseguem fazer a maioria dos exercícios e atendemos conforme as necessidades e o tempo de cada um.”

Aline reforça ainda os benefícios da modalidade: “A ginástica rítmica trabalha vários pilares, coordenando o ritmo da música, o movimento corporal e o aparelho. Além de ensinar, aprendemos com eles a cada dia.”

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