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Pet Terapia: como os animais podem auxiliar na saúde mental dos humanos

por Pedro Henrique Oliveira

Publicado em 12 de novembro de 2023 às 09:45 / Atualizado em 12 de novembro de 2023 às 09:45
Aos 12 anos, Miguel com dois dos seus três cachorrinhos. Fotos: arquivo pessoal.

Muito além de serem bons companheiros e parte das famílias, os animais de estimação podem exercer um outro importante papel na vida dos seres humanos. A presença de um pet no cotidiano das pessoas pode ser terapêutico e auxiliar com o tratamento de inúmeras questões relacionadas à saúde mental. Trata-se da Terapia Assistida por Animais, também conhecida como Pet Terapia.

“É um recurso terapêutico que pode ocorrer com diferentes bichinhos, com o intuito de proporcionar o bem-estar através do estímulo gerado com o animal, podendo trazer benefícios nas questões emocionais, físicas e até mesmo cognitiva do paciente”, explica a psicóloga Lorena Valadão.

Miguel, com 9 anos, e seu primeiro pet

Segundo ela, a relação com o animal pode ser preponderante em contextos sociais e psicológicos dos pacientes que aderem ao tratamento. “O contato com o animal auxilia na socialização, concentração, memória, saúde emocional e psicomotricidade. Contribui para pacientes com ansiedade, que estejam passando por luto e quadros depressivos. Os estímulos repassados pelo bichinho ao paciente acalmam e oferecem um canal de comunicação seguro, no qual o paciente em questão sente-se confortável para se expressar sem julgamentos e com espaço acolhedor”, detalha.

Foi através da Pet Terapia que Miguel, de 12 anos, superou alguns traumas na vida, como conta a mãe Camila Trancoso. “Ele passou por momentos de luto familiar e de um amiguinho que era como irmão, que morreu afogado. Quando houve a primeira perda ele tinha 4 anos de idade. Acreditávamos que ele não entendia o que tinha acontecido, mas explicamos. Logo depois, foram acontecendo outras perdas.”

A pandemia e outras situações familiares agravaram a situação de Miguel, que passou a se isolar e sentir um medo constante. “A situação de sofrimento incluiu idas e voltas do hospital em meio à pandemia. O avô teve Covid-19 e, logo depois, meu esposo, nossa filha mais velha e eu também contraímos o vírus. Ele e a outra irmã ficaram com meus pais, pois não poderiam ter contato com ninguém para não transmitir. Infelizmente, o avô descansou e ele pensou que também perderia a mim, ao pai e a irmã, pois no início da pandemia se falava muito que não tinha cura”, relembra Camila.

Miguel, com 10 anos, e seu primeiro pet

Miguel tinha 10 anos quando passou por esses sustos. Ele conta que, nesse período, tinha dificuldades para dormir. “Eu acordava do nada e não conseguia mais dormir. Às vezes nem lembrava o que tinha acontecido.”

Por orientação de uma psicóloga, os pais resolveram adotar dois cachorros para fazer companhia ao pequeno. “Iniciamos a terapia e, depois de um tempo, a psicóloga sugeriu que seria excelente para ele ter um cachorrinho, mas ele tinha muito, muito medo. Então, resolvemos, mesmo com todo o receio, adotar 2 cachorrinhos. Os primeiros dias foram difíceis, mas logo depois ele se aproximou e perdeu o medo. O quanto isso fez e faz bem para ele é surreal, na verdade, para toda a família. E os pets entendem quando ele está bem ou não. Isso é incrível. Hoje, temos 3 pets”, destaca Camila.

Passados os medos, Miguel viu em Marley, Zeus e Juma as suas melhores companhias. “Ele é bem apegado aos irmãos de 4 patas. Brinca, toca para os pets e conversa. Eu sempre fico encantada com a conexão deles e o bem como já citei, foi para toda a família, inclusive para Julia a irmã do meio dele que também tem uma conexão incrível com eles”, conclui a mãe.

Amar é cuidar

De acordo com a veterinária Denise Marchesi, os cães, geralmente, são os mais indicados para esse tipo de tratamento, mas isso não impede que outros animais, inclusive alguns exóticos possam ser considerados. “Entre as raças caninas mais procuradas estão American Pit Bull Terrier, Golden Retriever, Labrador Retriever, Corgi, Yorkshire Terrier entre outros. Dentre elas, os mais indicados são o Golden Retriever e o Labrador”, explica.

Denise Marchesi, veterinária

Ela ainda destaca algumas dicas para o cuidado frequente com os amigos de quatro patas. “Procurar o profissional veterinário para manter o animal saudável, com vermifugação, vacinação e ectoparasiticidas em dia. E, se necessário, em casos de pessoas especiais, buscar treinar o animal em um bom adestrador. Alimentação adequada é essencial também.  Fazer o acompanhamento semestral em veterinário.”

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