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O pet e o câncer de mama

por Redação Revista Sou

Publicado em 8 de outubro de 2020 às 17:15
Atualizado em 8 de outubro de 2020 às 17:16
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por Dr.ª Marcela Azevedo

Neste mês, que o câncer de mama é o alvo da campanha de conscientização e incentivo à prevenção da doença em mulheres, abre-se uma excelente oportunidade para falarmos da relação à incidência em cadelas e gatas com o câncer mamário. Assim como em humanos, a rapidez no diagnóstico é fator importante para a eficácia no tratamento e proporcionar longevidade ao seu pet. 

O Instituto Nacional do Câncer afirma que atualmente o câncer de mama é a doença mais comum entre as mulheres, chegando a cerca de 25% de novos casos todos os anos. Não diminuindo a importância desta doença em cada espécie, vale a pena ressaltar que a incidência está maior em cadelas e gatas do que em humanas. Segundo o  Conselho Federal de Medicina Veterinária, a ocorrência do tumor em cadelas é de aproximadamente 45%,  e em  gatas, cerca de 30%  são diagnosticadas com a doença. Nos machos a casuística é baixa, no entanto há alguns casos também. Por isso, o cuidado deve ser com todos os bichinhos. 

A causa

Estudos comprovam que o principal fator predisponente seja por conta da produção de hormônios como estrógeno e progesterona.  Não existe pré-disposição racial, no entanto as fêmeas que apresentam gravidez psicológica, têm sido mais afetadas com o surgimento de câncer de mama. Circula um MITO popular que ter filhotes pode proteger do aparecimento de câncer, o fato de ter uma ninhada não ajudará a evitar o surgimento de câncer em qualquer parte de corpo do pet, portando todos os pets pode ser alvo da doença. 

Exame inicial em casa

Para as mulheres, aconselha-se fazer, freqüentemente, o autoexame para detectar qualquer tipo de alteração e recorrer ao médico o quanto antes. No caso das fêmeas caninas e felinas, o tutor deve sempre estar atento e aproveitar as brincadeiras para palpar as duas cadeias mamárias do seu pet,  ao primeiro sinal de nódulo ou ferida que não cicatrize, leve-a imediatamente ao médico-veterinário. 

Prevenção 

A castração ainda é o principal método para diminuir a incidência de câncer de mama em cadelas e gatas. “Os tumores de mama estão intimamente ligados à presença dos hormônios reprodutivos, portanto, a melhor forma de prevenir o câncer de mama, sem dúvida, é a castração. Uma cadela castrada antes do primeiro cio tem menos de 1% de chance de ter câncer mamário, segundo artigos científicos.  

Visitas ao médico-veterinário 

Outro fator de extrema importância para a prevenção é o exame clínico. Sendo ideal que as visitas ao médico-veterinário para os animais idosos – sete anos para os de grande porte e nove para os de pequeno porte –, passem a ser semestrais. O tutor precisa ser orientado pelo médico-veterinário, que pode ver, antes mesmo que o próprio tutor, algum sinal de alteração, já que possui um olhar clinico treinado para tal. 

Dr.ª Marcela Azevedo, pós-graduanda em Dermatologia Veterinária e médica veterinária da clínica Cane e Gatto. CRMV-ES 1430.

Tratamento 

Independentemente do tamanho do tumor, que pode ser o de uma ervilha ou até de uma laranja, o tratamento é sempre cirúrgico. Não há motivo para desespero, é preciso tirar esse estigma de que tumor de mama é sinônimo de morte. “Se for identificado com rapidez e o mais cedo possível for feita a retirada cirúrgica e o tratamento adequado posteriormente, há cura. Os animais são fortes, eles se recuperam bem e respondem ao tratamento melhor que os humanos”. 

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