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Entrevista da semana

Carolina Brasil é jornalista, formada em 2005/2 pelo Centro Universitário Faesa. Iniciou a carreira como estagiária na TV Educativa do ES e, com o diploma em mãos, trabalhou por cinco anos na TV Vitória/Record. Capixaba, mudou-se para o Rio de Janeiro onde passou por agências de Publicidade e Propaganda. Após retornar ao Estado, passou a fazer parte da equipe da HM Propaganda, contribuindo com os veículos jornalísticos, Revista Sou, e outros jobs publicitários. Neste espaço, com ela, você confere uma entrevista especial a cada semana!

O mercado de eventos em meio à pandemia

Publicado em 13 de setembro de 2020 às 15:00
Atualizado em 15 de setembro de 2020 às 17:14
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Dani Carminati: “(…) tempo de se cuidar e alicerçar as bases”. Foto: Felipe Vieira.

A ocorrência da pandemia pelo novo Coronavírus e as medidas restritivas para conter o avanço da doença mudaram a vida de muitas pessoas em todo mundo. Entre os impactos econômicos, desemprego e paralização de atividades. De acordo com um levantamento feito pelo Sebrae, 98% do setor de eventos foi afetado. E como um mercado muito dinâmico, com diversas ramificações e profissionais envolvidos, foi preciso se reinventar e criar estratégias para passar pela crise. Dani Carminati, organizadora de casamentos e cerimonialista com mais de 200 eventos no currículo e que atua há 13 anos em Guarapari e região, falou um pouco sobre esses impactos, além de dividir conosco parte da própria história.

Revista Sou: Diante de uma pandemia ainda sem vacina ou remédio eficaz, quais os primeiros impactos que percebeu nas atividades e no mercado de eventos sociais?

Dani Carminati: O impacto da pandemia no setor de eventos é direto e devastador. Com a proibição de aglomerações, fomos os primeiros a parar e o que tudo indica é que seremos os últimos a retornar, até o presente momento não há nenhum protocolo de retomada estabelecido pelas autoridades competentes. Assim, todos os eventos de 2020 foram remarcados para 2021 e todo o setor terá que se reinventar para conseguir encaixar dois anos dentro de um.

RS: Como profissionais e clientes seguiram para driblar as dificuldades? Quais ‘reinvenções’ surgiram? Elas vieram para ficar?

DC: Com muita criatividade, qualidade genuína brasileira (risos). A marca deste período – e pode ser que perdure –, são os eventos em formato intimista e ‘pocket’, que visam uma proposta menor e mais privativa. Isso fez com que os profissionais reavaliassem os planos e projetos de trabalho, já que em nossa região ainda é característico as festas grandes e com muitas pessoas.

Acredito que os serviços de assessorias e reuniões on-line, o uso de aplicativos de videochamada e a organização de rotinas, permaneçam também, eles agilizam em muito no processo de planejamento dos eventos. A marcação de eventos sociais para outro dia da semana, além do sábado, é uma das novas realidades, que eu torço muito para que fique. Pois, acontecem em grandes centros, ajudam as empresas e aos consumidores a não terem que “gladiar” por agendas lotadas, o que consequentemente ajuda no preço final dos produtos. Todos ganhariam com este novo comportamento. Porém, as chamadas ‘charreatas’, muito usadas para chá revelação e chá de bebê, sejam momentâneas, as pessoas sentem falta de abraçar, conversar, fazer fotos.

RS: Como tem sido as demandas atuais?

DC: Os desafios do momento, além de sobreviver a tudo isso com saúde, é compreender como será este conceito de ‘novo normal’, quais as normativas de segurança e salubridade que teremos que adotar, já que para o setor de eventos não tem nada estabelecido, até o momento. Isso deixa todos inseguros, clientes, convidados e os empresários que, neste momento, não conseguem trabalhar. Já percebo uma mudança de comportamento nos novos pedidos de cotação que recebo. São para um número reduzido de convidados, uma busca por locais abertos e, pelo menos por aqui, a agenda de 2022 já está aberta com quatro eventos. Muitos casais de noivos abriram mão de casar em 2021 e já preferiram passar para o ano seguinte.

Sigo com otimismo, mas com os pés no chão. Capacitando a minha equipe, validando meus cursos e estudando muito. Acredito que seja o tempo de se cuidar e alicerçar as bases, porque isso vai passar e torço para que todos consigamos vencer os desafios, que não serão fáceis. E que em breve estejamos fazendo o que sabemos de melhor, festejar!

RS: Vamos falar um pouco do papel do cerimonialista e do organizador de casamentos. Como você definiria a importância?

DC: Hoje, o cerimonialista, organizador ou assessor de eventos (não importa o nome) é fundamental. É a visão profissional dentro do sonho que os contratantes estão vivendo. Ele é responsável em conceber, gerir e executar o projeto idealizado pelos contratantes e assessorado por ele. Em alguns casos, vai entrar na fase final de execução, não é o ideal, mas se não der para ser diferente que seja desta forma. É primordial que esteja no dia para executar as ações de conferência e condução do cerimonial. E não importa o tamanho ou a estrutura, tem que se ter este profissional, para que o anfitrião curta e viva o momento.

RS: Para fechar, compartilha conosco uma história profissional inusitada?

DC: Eu sempre digo que eu atraio situações inusitadas, mas sou muito criativa para lidar com elas (risos). Já tive que deixar uma assistente o tempo todo da montagem e festa, vigiando a mesa de doces, não pelas pessoas, mas porque apareceu uns três gatos que queriam invadir a mesa; coloquei a botouniele do noivo na lapela do irmão gêmeo dele; e as alianças ficaram presas uma dentro da outra que não soltava de jeito nenhum…

Mas, uma curiosidade, que pelos menos quando contamos as pessoas acham engraçado, é a de uma agulha que, para nós, custou R$ 114,00 e 1 mini um infarto!

RS: Espera, 114 reais, como assim?

DC: Isso mesmo, vou te contar. Certa vez, esquecemos o kit costura e, claro, naquele dia, um vestido de uma madrinha tinha que descosturar de cima a baixo. Ao procurar o material não o encontrei (o mini infarto). Era início da noite de domingo, nenhum comércio aberto, e o que fiz? O que que sempre faço em situações problemas: inspira, respira e não pira! Peço a Deus que me guie e vou.

Saí pelas redondezas da igreja, e me deparei com um portão meio aberto, chamei e pedi linha e agulha a moça que estava lá. Ela me emprestou e voltei, costurei o vestido numa costura invisível, para não mostrar a cor diferente da linha – sim, eu sei fazer este tipo de costura e é importantíssimo saber fazê-la. Na segunda-feira seguinte, fui devolver e agradecer a ajuda, passei em uma floricultura e comprei uma flor para ela (R$ 42,00). Chegando, conversamos e ela me mostrou umas semijoias que vendia, achei que seria gentil comprar uma peça, comprei (R$ 72,00). Resumindo, o preço de uma agulha para nós foi de R$ 114,00. Mas, o aprendizado que tivemos não tem preço.

Agora, meu maior ‘perrengue’ no trabalho foi no dia em que tive que efetuar a manobra de Heimlichi em uma senhora que havia se engasgado. E, naquele dia, o cenário estava complicado, havia caído uma tempestade, o vento tinha arrancado uma parte da estrutura externa do evento, estávamos trabalhando com energia comprometida e aconteceu o engasgo. Efetuamos os primeiros socorros, mas ela teve que ir para o hospital que era longe, em uma estrada cheia de lama e árvores caídas. Foi um sufoco, mas, deu tudo certo e ela está bem. Na ocasião, o médico foi enfático em dizer que se a manobra não tivesse sido efetuada, ela teria sufocado.

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