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Entrevista da semana

Carolina Brasil é jornalista, formada em 2005/2 pelo Centro Universitário Faesa. Iniciou a carreira como estagiária na TV Educativa do ES e, com o diploma em mãos, trabalhou por cinco anos na TV Vitória/Record. Capixaba, mudou-se para o Rio de Janeiro onde passou por agências de Publicidade e Propaganda. Após retornar ao Estado, passou a fazer parte da equipe da HM Propaganda, contribuindo com os veículos jornalísticos, Revista Sou, e outros jobs publicitários. Neste espaço, com ela, você confere uma entrevista especial a cada semana!

O comportamento individual e o comprometimento coletivo em meio à pandemia

Publicado em 20 de dezembro de 2020 às 15:00
Atualizado em 21 de dezembro de 2020 às 09:24
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Dra. Mara Vilma e Rubem Bernardes, o casal à frente do Unilabfácil. Foto: Divulgação

O fim do ano chegou; no começo, vivia-se a normalidade até que tudo mudou com as implicações diante da pandemia pelo novo Coronavírus. Ao mesmo tempo que a Covid-19 se espalhava pelo mundo e batia à porta, se iniciava muito estudo (ainda em andamento) e uma corrida pela vacina que pudesse pôr fim às medidas restritivas governamentais e as práticas de proteção de individuais. 2020 vai ficar na história e, para falar sobre esse cenário em meio à doença, a Entrevista da Semana é com a Farmacêutica Bioquímica, com mais de 30 anos de experiência e responsável pelo Unilabfácil, laboratório de análises clínicas com três unidades em Guarapari, Dra. Mara Vilma Silva Pinto Bernardes.

Revista Sou: Dra. Mara, ao longo do ano, como percebeu a procura dos pacientes pelos exames para detectar a Covid-19?

Dra. Mara Bernardes: Logo no início, o medo era muito grande, não havia muita procura por este tipo de exame; depois, nos primeiros sintomas e quaisquer que fossem eles, as pessoas passaram a desejar saber se estavam com o vírus e a procura foi crescendo. Com a disseminação, o desejo passou a ser o de saber se estavam imunes, ou seja, se apresentavam os anticorpos IgG.

RS: E quais são esses testes disponíveis?

MB: Temos basicamente três tipos de análise – teste rápido (para anticorpos e antígeno), sorológica e RT/PCR. Esse último, o mais preciso, ele identifica o material genético do vírus, quando resultado é ‘detectável’, significa que identificou esse material, a presença do vírus. Os testes sorológicos identificam os anticorpos alguns dias depois que o corpo entra em contato com vírus, e são divididos em dois tipos – anticorpo IgM, eficaz a partir de sete dias de sintomas, e anticorpo do IgG, que é o da imunidade, mas só detectável depois da fase a doença.

RS: Mas essa ‘desejada’ imunidade ainda é muito incerta, procede?

MB: Sim.As dúvidas são muitas também. As pesquisas mostram que a imunidade para a Covid-19 não é permanente, os estudos indicam que ela é curta, inclusive. Alguns pacientes não produzem IgG e, quando produzem, não se sabe quanto tempo irá durar essa imunidade, e se esse tempo é o mesmo para todos. Os estudos acontecem contemporâneos à doença.

RS: Vimos as medidas restritivas sendo afrouxadas e as pessoas mais descuidadas, como profissional da área de saúde, o que pensa a respeito?

MB: Como profissional de saúde, sei dos riscos e do perigo da doença; mas, o comprometimento da economia e também da saúde emocional das pessoas é muito preocupante; o afrouxamento foi necessário, mas as pessoas deveriam ter a consciência de como se comportar, é uma pandemia muito séria. A redução dos números deu uma falsa sensação de normalidade, e as pessoas passaram a se comportar como se não estivéssemos em meio a um vírus altamente contagioso e fatal. A falta de responsabilidade; pessoas circulando sem máscara; frequentando bares, socializando muito próximas e sem cuidados, fez com que chegássemos, infelizmente, no quadro que estamos agora.

RS: As festas de fim de ano, verão, e o potencial turístico de Guarapari, podem formar uma combinação negativa em relação à doença, não é mesmo?

MB: Se recebermos turistas como em anos anteriores, podemos ter um fevereiro e março bem complicado com a doença. Desde já, as autoridades e a população precisam somar os esforços, fazer o que cabe a cada um de modo a contribuir para toda sociedade; não podemos permitir ou promover aglomeração. É fundamental não nos descuidarmos dos cuidados básicos – distanciamento social, higiene das mãos e uso de máscara. Será que só vamos mudar quando sentirmos na pele, contraindo a doença ou perdendo uma pessoa querida? Não precisa ser assim.

RS: Para finalizar, o que pensa a respeito das vacinas em estudo, aprovação e o que os brasileiros podem esperar para uma política de imunização nacional?

MB: Sabemos que para esse tipo de situação a solução é a vacina; precisamos respeitar e confiar na seriedade das instituições envolvidas desde pesquisas, produção, até aprovação das vacinas. A ciência precisa de tempo para desenvolver soluções, e tivemos tudo isso feito em tempo recorde, mas essa seriedade não pode ser desprezada. Precisamos da vacinação em massa no Brasil, mas existem muitas dúvidas a respeito da política nacional de vacinação, ela precisa começar e torço para que seja o mais breve possível.

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