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Inseparáveis

A história da aluna que passou a instrutora, competidora e carrega no corpo e na alma a paixão pela canoa havaiana

por Carolina Brasil

Publicado em 2 de abril de 2019 às 09:00
Atualizado em 14 de agosto de 2020 às 08:40
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Amanda Nessrala se rendeu aos benefícios do esporte. Fotos: Arquivo/Divulgação

O ano era 2017 e o primeiro contato com a canoa havaiana aconteceu em uma aula inaugural da Associação Amigos da Canoa, em Guarapari, no dia 21 de dezembro. Depois disso, a advogada Amanda Nessrala viu a vida se transformar. “Tudo mudou. Desde a forma de lidar com pessoas até a mudança de hábitos. Dentro da canoa, são mais seis pessoas totalmente diferentes de você, um exercício de convivência. Além disso, tem o contato com a natureza que também nos transforma. Depois que conheci a canoa, eu passei a dormir e acordar cedo e até parei de beber. Hoje, sou instrutora, mas comecei como aluna treinando só aos domingos”, lembrou. 

E foram muitas mudanças físicas também. Amanda, que havia feito uma cirurgia bariátrica em 2009, se viu ganhando peso. “Junto com a atividade, minha alimentação e meu corpo mudaram totalmente. Em um ano, perdi 15kg e ganhei sete de músculos, minha idade metabólica caiu dos 59 para os 29 anos”.

De aluna a competidora, a canoa havaiana passou a ser parte da vida da Amanda.

A advogada contou que o esporte surgiu em um momento muito delicado da vida dela e a paixão se materializou em duas tatuagens alusivas e na aquisição de uma canoa OC2 em parceria com a amiga, que esteve com ela desde a primeira aula. E tem mais, Amanda passou a competir e treina todas as segundas e terças, as 4h50 da manhã. “Estamos treinando uma equipe feminina para participar do campeonato estadual desse ano. Em 2018, ficamos em 5º lugar no ranking estadual, motivo de muito orgulho”, afirmou. 

Amanda destacou que a canoa é para todos, sem limite de idade, peso ou habilidade. Marcus Bizzotto, um dos fundadores da Associação Amigos da Canoa Guarapari, reforça essa indicação. “Qualquer pessoa pode participar. Mesmo aqueles que nunca remaram ou estão sedentários. Com o tempo a pessoa vai se aprimorando e sentido os benefícios”. 

Marcus Bizzotto e Victor Ribeiro, da Associação Amigos da Canoa Guarapari.

Em pouco mais de um ano, o esporte tem crescido em Guarapari. “Por sermos pioneiros na cidade, praticamente todos os nossos alunos falam que nunca haviam praticado a canoa havaiana antes. Temos uma média de 50 alunos e mais de mil pessoas já passaram pela nossa base”, destacou Victor Ribeiro, também fundador da associação. 

A canoa havaiana reúne seis pessoas, cada uma com uma função e todas fundamentais para a atividade: Os bancos 1 e 2 ditam o ritmo da remada em lados opostos, o 3 é o comando de voz para troca de lado, o 4 defende o flutuador, enquanto o 5 é o responsável por retirar a água quando necessário, o 6 é o capitão e responsável pelo leme que dá direção à canoa. E o trabalho em equipe começa antes mesmo da primeira remada, durante a preparação da canoa, montagem, amarrações, limpeza e organização.

Registro de um dia de remada com uma das turmas da associação.
  • Colaborou com essa reportagem: Sara de Oliveira 
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