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Democrática, canoa havaiana conquista alunos na melhor idade

por Carolina Brasil

Publicado em 10 de março de 2021 às 10:50
Atualizado em 10 de março de 2021 às 11:20
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Como esporte democrático, a idade não é problema para a prática. Fotos: divulgação

Quando o Clube Amigos da Canoa fundou a base em Guarapari não previa a paixão que o esporte promoveria entre os adeptos. Após quase quatro anos, o grupo possui duas bases de prática da canoa havaiana, também chamada de canoa polinésia; uma na Praia do Morro e outra, montada há cerca de seis meses, na Praia de Meaípe. Além disso, conquistou o público com mais de 60 anos, da chamada 3ª idade.

O esporte, que reúne seis pessoas na canoa, cada uma com uma função e todas fundamentais para a atividade, é considerado uma filosofia de vida que beneficia corpo e mente, aproxima o indivíduo da natureza e reflete ganhos em vários aspectos. Para um dos fundadores e também instrutor Victor Ribeiro, além de todos esses pontos positivos, a canoa havaiana ainda é democrática, sobretudo no aspecto idade. “As pessoas com mais de 60 anos são ativas na canoa havaiana, tanto que representam 30% dos nossos alunos; o interessante é que eles não estão em turma específicas e isso também é uma forma de estimulá-los. Na canoa polinésia, a força é o quesito secundário, o mais importante são a disposição e a técnica; já tivemos um aluno com 82 anos”, completou o instrutor.

Turma de Meaípe recebendo instruções antes de encarar o mar.

A canoa havaiana surgiu há mais de três mil anos na região do triângulo polinésio e originalmente é conhecida como Va’a (no Tahiti), Wa’a (no Hawaii) ou Waka (na Nova Zelândia). A prática esportiva tem sido opção frente aos exercícios mais tradicionais. “A procura tem aumentando, já que além de ser uma prática que trabalha os aspectos físicos e também mentais, é feita ao livre – no mar, perto da natureza –, e isso tem sido um atrativo, especialmente diante da pandemia e para os idosos”, acredita Victor.

Shirley Lessa Pasinato

Para a artista plástica Shirley Lessa Pasinato, de 73 anos, a canoa havaiana completou a rotina. “Tenho uma vida muita ativa, e adoro o mar; com a canoa trabalho todo meu corpo e ainda aprecio a natureza. São três vezes por semana e começo cedinho, na turma de 5h50”, contou a praticante há mais de um ano.

Já a comerciante Aparecida Oliveira Bitencourt, de 68 anos, que há dois pratica a atividade, conta que melhorou problemas físicos e saiu de uma depressão. “A canoa para mim foi um renascimento, com problema no joelho eu quase não andava, e ainda tinha ficado viúva e estava bastante deprimida; se eu pudesse, ficaria o tempo todo na canoa, tem semana que pratico quase todos os dias”, revelou.

Aparecida Oliveira Bitencourt
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