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ESPECIAL SAÚDE: corpo e mente; o alcance das emoções

por Carolina Brasil

Publicado em 8 de julho de 2021 às 09:00
Atualizado em 8 de julho de 2021 às 09:00
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Capa Sou 38ª edição: juntos em defesa da sua saúde! Fotos: HM Comunicação

A edição mais recente da Revista Sou reuniu um verdadeiro exército de profissionais para mostrar como cada área tem papel fundamental na qualidade de vida, na saúde física e mental, no bem-estar e, principalmente, no enfrentamento de uma situação emergencial como está sendo a atual pandemia por Covid-19.

Se alimentar bem, praticar atividades físicas e de lazer, exercitar a mente e o espírito, cuidar da saúde como um todo e de forma setorial, trabalhar com qualidade e descansar regularmente; tudo isso feito de forma periódica e combinada pode evitar doenças e garantir uma vida saudável e o equilíbrio emocional. Mas você sabia que também pode ser o escudo que você precisa para que o seu corpo responda bem ao inesperado? 

Pois é. A seguir, como a psicologia pode contribuir nesse sentido e também para o cotidiano de uma vida longa e satisfatória. 

Corpo e mente; o alcance das emoções

Imagem ilustrativa | Reprodução Freepik

Pesquisas em neurociências validam que o corpo responde diariamente às emoções, tanto de forma positiva quanto negativa. E não há como negar, em tempos de pandemia, como os que vivemos, essa relação é ainda mais intensa e desafiadora para todos, mas especialmente para as crianças, que sofrem com as incertezas e constantes mudanças trazidas pelo contexto do novo coronavírus. 

As emoções estão totalmente vinculadas às respostas físicas, fisiológicas, psicológicas, comportamentais e de aprendizagem geradas em nosso dia a dia.  Por esta razão, a psicóloga infantil Suelen Bogio dos Santos Ribeiro destaca que, principalmente diante do cenário atual, é muito importante conhecer e praticar estratégias que permitam a regulação emocional. “As crianças e as famílias estão passando por períodos curtos de mudanças e muitas adaptações. Todo esse cenário gera prejuízos na sensação de segurança, nas interações sociais, na saúde (física e mental) e na previsibilidade”. 

Dra. Suelen Bogio dos Santos Ribeiro, Psicóloga Infantil – CRP 16/2041 

Dra. Suelen reforçou que os pequenos podem apresentar com maior frequência e intensidade alterações nas respostas comportamentais, emocionais, fisiológicas e até prejuízos no desempenho escolar. “Neste último ano, observamos um aumento significativo nos casos de estresse, ansiedade e depressão infantil, bem como dificuldades de aprendizagem. De maneira geral, é possível constatar um maior número de queixas relacionadas a tristeza, insegurança, desatenção, desmotivação, impaciência e irritabilidade”, completou a especialista. 

A neuropsicóloga e neuroeducadora alerta que é preciso que pais e responsáveis conversem com as crianças, expliquem e orientem sobre o que está acontecendo, mas considerando a faixa etária. Além disso, é preciso filtrar e ficar atento ao que a criança está vendo e ouvindo; para ela, muita informação confunde, aumenta o medo, a ansiedade e a insegurança. “As famílias devem buscar estratégias para passar por esse período da melhor forma possível; é muito importante que os adultos tenham tempo para os próprios cuidados, investir na saúde mental e buscar apoio especializado caso seja necessário”, afirmou Dra. Suelen que acrescenta: “É de extrema importância ter um olhar diferenciado e um cuidado ao acolher as emoções das crianças, principalmente em meio a tantos adoecimentos e mortes. Esse acolher contribui com o fortalecimento dos vínculos, confiança, segurança e saúde mental dos pequenos. Por isso, respeite, incentive, converse e esteja aberto para escutar. Vale reforçar que, nem sempre a criança verbaliza o que está sentido, por isso observe e fique atento aos sinais comportamentais também. Lembre-se que, em alguns casos (como o luto, por exemplo), seu filho poderá demandar apoio especializado”, finalizou. 

O que fazer no dia a dia com a criança: 

  • Ajude no gerenciamento das emoções 
  • Estimule a expressão dos sentimentos
  • Crie rotinas de sono, alimentação e atividades físicas  
  • Cuidado com o tempo de exposição em telas 
  • Estabeleça uma conexão com a escola com diálogo e participação 
  • Esteja disponível para ouvir, a chamada escuta ativa 
  • Reduza a cobrança, aumenta a paciência e a presença 
  • Tenha tempo de qualidade em família 
  • Mantenha o envolvimento, a afetividade e o vínculo familiar 

Suelen Bogio dos Santos Ribeiro – Psicóloga Infantil | Neuropsicóloga e Neuroeducadora – CRP 16/2041 

  • Rua Horácio Santana, 99 , sala 104 – anexo a Clínica Santa Elisa, Parque Areia Preta – Guarapari/ES  | WhastApp:  (28) 99252 3623 
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