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Artistas com as mãos revelam talento no artesanato

por Larissa Castro

Publicado em 25 de agosto de 2020 às 11:45
Atualizado em 25 de agosto de 2020 às 15:30
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Quem não se encanta ao ver a dedicação de quem faz trabalhos manuais? Em Guarapari, o segmento se expande e diversos itens podem ser adquiridos a partir do formato handmade. Biscuit, sousplat e macramê: mulheres talentosas dedicam o tempo a confecção e, o que para elas é uma terapia, se transforma em uma renda mensal que auxilia no orçamento.  

A clientela é variada, mas quem conhece o trabalho de Fabiana Almeida, Marinalva Pereira de Sena Bispo e Malu Sabino, sempre retorna. Com o dom para transformar o desejo do cliente em realidade, essas mulheres tiram da imaginação muito além do esperado. “Eu percebi que eu tinha muita habilidade para trabalho manual, então sempre fiz algum tipo de arte com as mãos, desde criança. Quando entrego a encomenda de biscuit ao cliente, tenho a sensação de dever cumprido e realização. Me traz muita felicidade, pois a cada peça eu me entrego muito! Tento fazer ao máximo com o coração. Costumo dizer que eu faço biscuit com as mãos e o coração”, relata a artesã Fabiana Almeida. 

Fabiana Almeida. Foto: Arquivo pessoal.

Para Fabiana, o que seria um hobby aliado a profissão, se tornou a principal atividade. Além disso, serviu para conciliar com a maternidade. “Eu comecei a investir no biscuit quando me tornei mãe. Meu filho ainda dependia de mim para a amamentação. Quando eu conheci o biscuit, me apaixonei pelo tanto de possibilidade que a massinha proporciona para fazer algo, do jeito que a pessoa quer. Mesmo se fosse para eu não trabalhar com o biscuit, como minha renda principal, eu iria querê-lo para ter como uma renda extra, mas me ajudou muito para conciliar à maternidade, e se tornou a minha profissão fixa”. 

Em alta para quem se atenta aos mínimos detalhes de decoração da casa, o sousplat produzido por Marinalva Pereira de Sena Bispo, faz sucesso. A arte foi aprendida por ela durante a quarentena e, agora, ela oferece como opção para vendas. “Eu sempre fiz artesanato, mas na quarentena resolvi buscar outras alternativas; me apaixonei por mesa posta. A princípio, faço em média 15 kits por mês. Cada kit atende seis pessoas e levo aproximadamente dois dias para confeccionar. É um prazer atender de acordo com as necessidades dos clientes, e fazer parte, mesmo que indiretamente, de momentos em família à mesa”, se orgulha.

Marinalva Pereira de Sena Bispo. Foto: Arquivo pessoal.

Um outro item que também está como a decoração do momento e, principalmente para quem curte o estilo boho, é o trabalho em macramê. Guarapari, uma cidade que é 100% praiana, através do trabalho de Malu Sabino, leva para fora do Espírito Santo o artesanato confeccionado por mãos daqui. “Tudo começou por acaso, há uns três anos. Fiz, pois sempre gostei de mexer com coisas manuais, então uma amiga comprou e hoje exporto para fora do Estado. Uso como terapia e ajuda no orçamento. Dá para fazer coisas pequenas, como também peças grandes como cortinas, é algo muito variável”. 

Malu Sabino é apaixonada pelo trabalho que executa. Prova disso, é o apego e a singularidade que apresenta nas peças. “Faço tudo sozinha. É algo feito à mão, com carinho. Faço como se fosse para mim e eu sou um pouco detalhista; passo tutorial para a pessoa saber usar, porque requer muito cuidado. É como se fosse para mim. Tenho até uma certa dificuldade de desapegar, fico apaixonada pelas peças. E quando a pessoa gosta, para mim, é como se eu tivesse dando o meu filho”, conta Malu. 

Malu Sabino. Foto: Arquivo pessoal.

O talento das artesãs que, apesar de dom, demanda trabalho e dedicação, deve ser devidamente valorizado. Quando o reconhecimento vem, elas se motivam ainda mais. “É muito legal a pessoa dar valor ao trabalho, pois nós que mexemos com artesanato, levamos horas para fazer. Apesar de eu sentir prazer, a confecção leva tempo”, destaca Malu. 

Conheça um pouco mais do trabalho das artesãs: 

@artesdafabis

@artda_mari 

@macramebymalu 

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