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Amor animal!

Esse pode ser considerado o combustível daqueles que se dedicam à proteção e aos cuidados de animais carentes

por Carolina Brasil

Publicado em 25 de agosto de 2020 às 16:00
Atualizado em 25 de agosto de 2020 às 16:00
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Patrícia Gonçalves, do Ajuda Pet, durante visita ao CCZ de Guarapari. Fotos: Divulgação 

Estima-se que o Brasil possua pouco mais de 78 milhões de animais de estimação entre cães (54,2 milhões) e gatos (23,9 milhões). De acordo com um levantamento feito pelo Instituto Pet Brasil (IPB) e divulgado no ano passado, 5% desses animais, ou seja, quase 4 milhões, estão em condição de vulnerabilidade. 

São considerados Animais em Condição de Vulnerabilidade (ACV), aqueles que vivem sob tutela das famílias classificadas abaixo da linha de pobreza ou que vivem nas ruas, mas recebem cuidados de pessoas. Do total dessa população, 69% (2,69 milhões) são cães, enquanto os gatos correspondem a 31% (1,21 milhões). O número não considera os animais abandonados. 

Todavia, tanto os ACV quanto os em situação de abandono têm no trabalho voluntário de Organizações Não Governamentais, projetos sociais e protetores de animais, a chance de garantir cuidados básicos, comida e, principalmente, um lar. O IPB calcula, por exemplo, a existência de 370 ONG’s no país atuando na proteção animal.

Danielle Cerqueira, ONG Protetores Independentes/Animais Carentes – Preserva Brasil.

Em Guarapari também é possível encontrar pessoas dedicadas a causa. A ONG Protetores Independentes/Animais Carentes – Preserva Brasil, com 10 anos de existência e 7 deles em atuação ativa, possui membros e colaboradores que promovem a realização de consultas veterinárias gratuitas e a preços populares, exames, tratamentos, cirurgia de castração e cuidados básicos. “Não temos abrigo, mas, em caso de resgates, contamos com o suporte de lares temporários até que o animal seja adotado. Para isso, usamos as redes sociais (@protetoresindependetes) e, desde 2015, realizamos feiras de adoção responsável. Mais de mil animais já ganharam um lar”, destacou a vice-presidente da ONG, Danielle Cerqueira. 

Danielle em dia de atendimento ao público. Uma ação que acontece semanalmente.  

Mesmo se contar com patrocínio de empresas ou ajuda governamental e sobreviver de doações, Danielle lembrou que mais de 5 mil consultas foram realizadas pela ONG que, além de atender à necessidade imediata de famílias que possuem um bichinho, amam e não tem condições de arcar com certos cuidados, também realizam um trabalho de longo prazo. “Nessas consultas, promovemos conhecimento, suporte e informações que contribuem para mais harmonia entre pets e cuidadores, o que também colabora para reduzir o número de abandonos”.

Outro suporte desenvolvido na cidade é o do Projeto Ajuda Pet, que foca no auxílio a protetores e a outros grupos, acompanhando histórias de resgates, estimulando a adoção consciente e contribuindo com outros cuidados necessários. O projeto também apadrinha a castração, dando suporte e custeando todo o processo. “Nossa luta é para o fim do abandono e pela adoção consciente. Temos dois pontos fixos de atuação; um com o Centro de Controle de Zoonoses de Guarapari (CCZ), criando condições para melhorar o trabalho realizado lá, e a doação média de 400 kg de ração por mês para um abrigo que cuida de mais de 100 cães”, completou Patrícia Gonçalves, idealizadora do projeto que completou 3 anos em junho.

Patrícia – Eventos ajudam na venda dos produtos que contribuem para o Ajuda Pet.

Patrícia contou que há 10 anos se envolve na causa e, com o Ajuda Pet, quase 700 animais foram assistidos com vacina, castração, medicação, cirurgias e/ou alimento. Para que tudo isso aconteça, o projeto atua fortemente nas redes sociais (@projetoajudapet) onde também acontece o braço econômico, com grupos de artesanato e uma empresa que confecciona camisetas e brindes, que revertem toda renda dos produtos. A manutenção das atividades também depende da parceria com clínicas, além de doações e colaborações espontâneas. 

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