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Fé e amor demonstrados em ações pelo próximo

usar estaO Apóstolo Tiago uma vez propôs o seguinte desafio: “Mostre-me a tua fé sem as tuas obras, que eu te mostro a minha fé pelas minhas obras”. Apesar do tempo e da distância (acredita-se que a epístola foi escrita por volta de 45 depois de Cristo, no Oriente Médio) esse é um chamado que aquece os corações de milhões de pessoas ao longo do planeta até hoje.

E é mostrando a sua fé pelas obras que praticam que os diretores e voluntários do Centro Social Santa Mônica estão fazendo a diferença no bairro Bela Vista, uma das regiões mais carentes da cidade.

Apesar de recente – a sede própria foi inaugurada em setembro de 2012 – o local faz cerca de 300 atendimentos por mês e pertence à missão social da Paróquia de São Pedro com a ajuda das Irmãs da Consolação. “Aqui todos são bem-vindos, para ajudar ou serem ajudados, independente do credo religioso”, destaca a irmã Vanilda Ramos, com quem nossa reportagem conversou e uma das responsáveis pela casa. Conheça mais sobre esse trabalho.

Revista Sou: O que o Centro Social oferece?
Irmã Vanilda:
Nossa missão é promover o atendimento sócio-educativo de famílias em situação de risco social e vulnerabilidade no bairros Bela Vista e entorno. Nós atingimos as crianças e adolescentes tanto na escola quanto fora dela para que possam permanecer longe das ruas e das oportunidades violentas que atentam contra a cidadania. Por exemplo, temos as oficinas voltadas para crianças, jovens e adultos, palestras sobre assuntos cotidianos, bazar comunitário… São cerca de 300 atendimentos por mês.

E tudo isso começou…   
Pela necessidade de ajudar e exercer o amor pelo próximo. O padre Manoel, que trabalhava em comunhão com as Irmãs da Consolação, um dos idealizadores deste projeto, ao observar como essa região é carente, pensou em uma forma de fazer um trabalho social prático, que fosse também de caráter evangelizador e transformador da realidade vivenciada pelas famílias desta região.

Por que Santa Mônica?
Por que a igreja ganhou uma casa no bairro Santa Mônica e acabou vendendo para comprar o terreno no bairro Bela Vista onde estamos hoje. Então ficou o nome como uma homenagem. É importante destacar, porque muitas pessoas confundem nossa localização.

Quais os desafios?
Um grande desafio foi a conclusão da casa. Ficamos mais menos 01 ano com sede pronta, mas sem nenhuma condição de começar o trabalho.  Mas com muita coragem, convidamos as pessoas da Paróquia São Pedro para um mutirão e então, em setembro de 2012 a casa foi inaugurada. Cada um fez o que era possível naquele momento, foi muito bonito ver tantas pessoas em prol de um só objetivo. Hoje, passadas todas aquelas dificuldades iniciais, temos o prazer de contar com a confiança de toda comunidade. Não somos mais nós que vamos procurá-los, eles é que muitas vezes vêm a nós.

Quais são os cursos oferecidos? Existe alguma mensalidade ou taxa de participação?
São várias oficinas, realizadas de acordo com a disponibilidade do monitor e também a procura dos educandos. Atualmente, estamos com artesanato, violão, informática, percussão, manicure, cabeleireiro, karatê, capoeira, reforço escolar de português e matemática, dança, E.V.A., futebol de salão e culinária. Tudo totalmente gratuito.  Ano passado, por exemplo, tivemos um curso de eletrotécnica, com o qual alguns ex-alunos conseguiram colocação no mercado e agora trabalham na área. Esse é o grande pagamento que recebemos, na nossa opinião. Ver que os jovens têm um bom futuro pela frente, se tornando cidadãos responsáveis e dispostos a crescer sempre mais.

Então como os trabalhos são custeados?
Pelo empenho e amor de grupos de voluntários e a Paróquia São Pedro, através de Padre Alair, que cobre os gastos ordinários da casa. Graças a Deus, contamos com a colaboração de pessoas que são felizes em colaborar doando de seu tempo e habilidades pessoais para que nossa missão seja realizada. Começamos de maneira muita prática. Quando ainda não tínhamos o planejamento, fomos perguntando aos interessados “Você tem vontade de nos ajudar? Sim, então o que você pode fazer?” e fomos nos dividindo e organizando de acordo com nossas próprias inclinações e vocações. Hoje, temos quase 30 voluntários em diversas áreas, cinco deles moradores do Bairro Bela Vista. São mães e ex-alunos que hoje se prontificam a melhorar a realidade deles e das pessoas que o cercam. Também temos voluntários que frequentam outras denominações, porque o que importa aqui é o respeito e o desejo de ajudar ou ser ajudado.

Também temos algumas parcerias que sempre nos ajudam. Algumas ações solidárias voltadas para a comunidade, como as da Embeleze e Senac, a faculdade Pitágoras que nos auxilia com palestras e orientações a famílias da comunidade. Dentistas que atendem da medida do possível a educandos apresentados pelo Projeto.

Há alguma novidade em vista?
Num futuro próximo vamos oferecer a oportunidade de serviços odontológicos a crianças e adolescentes através de profissionais da “Turma do Bem”. Estamos felizes e torcendo pelos nossos educandos! É muito importante ressaltar que em tudo encontramos o grande amor e bondade de um Deus Consolador que ama a todos os que nEle confiam e caminham em sua presença. É Deus que mantém a nossa missão!

O local é recente. Mas podemos dizer que ele já transformou vidas?
Sim, temos histórias emocionantes de crianças que mudaram completamente a postura na sala de aula e em casa e até pessoas que abandonaram uma vida de ociosidade e violência. É importante destacar que não fazemos esse último trabalho diretamente, apenas aconselhamos na medida em que somos procurados. Temos equipes que visita as famílias e as ajudam a buscar melhores condições de vida.

Como ajudar?
Com doações de seu tempo sendo um voluntario na área que for possível oferecer para transformar a realidade das famílias, com alimentos, roupas, livros e itens de higiene. Também realizamos três grandes festas no ano e para estas fazemos campanhas específicas: Família, em agosto; Crianças, em outubro e Natal, em dezembro. Os interessados podem nos procurar na sede, localizada ao lado da Escola Jorge Bueri Sobrinho, na praça principal, das 14h às 18 horas ou pelo telefone 9 9725 5701.

Reportagem: Gabriely Sant’Ana

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